Pesquisas


1) Estudo da dinâmica de vórtices em supercondutores de alta temperatura crítica do Tipo II:

Participantes: Pablo A. Venegas, Denise F. de Mello, José D. Reis Júnior (mestrando) e Cleber A. Gomes (IC)

     Em sólidos normalmente achamos sistemas com alto grau de organização formando sistemas periódicos como, por exemplo, redes cristalinas, ondas de densidade de spin ou carga e redes de vórtices em supercondutores do tipo II. Entretanto, a desordem pode ter um papel importante. Em particular, em supercondutores, se a desordem é forte, a periodicidade é destruída em todas as escalas e uma descrição analítica do problema a partir de uma rede de Abrikosov é difícil. Nesse caso é necessário recorrer a modelos como por exemplo os do tipo gauge glass. O sucesso da aproximação depende fortemente dos modelos serem efetivamente boas representações do sistema em larga escala, o qual não é fácil de predizer. Se a desordem é fraca o suficiente, pode-se esperar que a rede perfeita sobreviva em pequena escala.
     Se uma força externa é aplicada (corrente) e aumentada além de uma certa força de depinning, as fases tanto periódica como vítrea se tornam móveis. Recentemente Koselev e Vinokur [1], propuseram que o efeito do potencial aleatório é seriamente enfraquecido a altas velocidades devido a que em média se anula, restabelecendo a ordem de longo alcance. Essas simulações numéricas sugerem que esta mudança acontece abruptamente, dando origem a uma transição de fase dinâmica genuína. Por outro lado, Giamarchi e Le Doussal [2,3] demonstraram que alguns componentes da desordem permanecem ativas, representando perturbações estáticas [3]. Neste caso, o sólido móvel é destruído dando origem a uma fase vítrea que apresenta quase-ordem de longo alcance (QLRO) chamada de moving glass. Balents e Fisher [4] acharam também que a fase móvel possui QLRO mas que também é possível que ela apresente temporariamente ordem de longo alcance (LRO). Na fase de moving glass os vórtices formam canais estáticos e a longas distâncias leva a um decaimento logarítmico para as correlações dos deslocamentos. Estudos numéricos recentes da dinâmica de vórtices deste tipo de sistemas [5] tem apresentado evidências de uma transição de fase dinâmica entre o regime de fluxo plástico e uma fase chamada de moving hexatic glass que corresponde a um tipo de fase de moving glass mas com uma corrente crítica transversal finita. Estes estudos tem sido feitos para o caso bidimensional, entretanto, alguns autores tem sugerido que a fase de Abrikosov, é alterada por flutuações tanto em duas como em três dimensões [6,7]. Assim, uma correta descrição do sistema deve incluir uma análise tridimensional. O principal objetivo do nosso trabalho é a análise dos efeitos das forças de depinning e desordem nas diferentes fases do sistema tridimensional. Também estamos interessados nos efeitos da temperatura na dinâmica do sistema.
1. 9. A.E. Koselev and V.M.Vinokur Phys. Rev. Lett. 73, 3580(1994).
2. 8. T. Giamarchi and P. Le Doussal Cond.-Matter/9703099.
3. 10. T. Giamarchi and P. Le Doussal Cond. Matter/95120006.
4. 11. L. Balents and M.P.A. Fisher Phys. Rev. Lett. 75, 4270(1995).
5. 12. S. Ryu et. Al. Phys. Rev. Lett. 77, 5114(1996).
6. 13. E. Brezin et al. Phys. Rev. B, 31, 7124(1985).
7. G. Blatter et al. Rev. of Mod. Phys. 66, 1125(1994)


2) Efeitos de Tamanho em Supercondutores.

Participantes: Pablo A. Venegas e Denise F. de Mello

     São objeto de estudo sistemas de tamanho comparável com o comprimento de penetração e o efeito que isto tem em várias propriedades físicas como a magnetização, campos e correntes críticas, entre outras.


3) Valência Intermediária:

Participante: Pablo A. Venegas

     Temos estudado os efeitos de valência intermediária e exchange narrowing nos espectros de EPR de íons magnéticos diluídos em metais contendo Ce, como, por exemplo, o caso do CePd3 e CeOs2.



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